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MACAU, PLATAFORMA ECONóMICA E CULTURAL

 

 

Macau, plataforma económica e cultural

 

O IIM levou a efeito nos dias 27 e 28 de Maio último, no auditório do CCCM, em Lisboa, o seminário “Macau, plataforma económica e cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa”. A participação, como oradores, de dois distintos académicos estrangeiros, um da Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Ming Chan,e o outro da Universidade Waterloo (Canadá), o Prof. Sonny Lo, ambos com vasta bibliografia publicada sobre a República Popular da China, Taiwan, Hong Kong e Macau, enriqueceu os assuntos tratados e os debates, com boas questões colocadas pelo numeroso público presente, tendo o seu sucesso sido amplamente reconhecido.

Aqueles professores abordaram, com profundidade e conhecimento de causa, os temas “A decade after the long farewell: trans-Pacific perspective on Macau’s transition to and transformation under Chinese rule” e “Macau’s integration into South China – implications for Portugal, respectivamente. Ming Chan estabeleceu paralelos entre a presença britânica em Hong Kong e a presença portuguesa em Macau e entre os períodos de transição nos dois territórios, concluindo ter sido muito mais positiva a situação de Macau. Comparou também os dois mandatos do Chefe do Executivo, o primeiro “marcado por um notável desenvolvimento e reconhecidos sucessos” e o segundo “menos feliz, afectado por problemas internos e pela conjuntura regional e internacional”. Por seu lado, Sonny Lo, apoiando-se num documento de Dezembro de 2008, do Governo da RPC, que estabeleceu um plano de desenvolvimento integrado e de cooperação inter-regional no Grande Delta do Rio das Pérolas, explicou as orientações estratégicas ali contidas, visando , para já, uma integração económica, mas podendo apontar, a prazo, para um integração política, no percurso da China para “um país, um sistema” , em vez de “um país, dois sistemas”. Neste contexto, explicou o papel de Macau e as oportunidades comerciais e culturais que podem ser aproveitadas por Portugal.

O seminário abriu com uma intervenção do Prof. Luís Filipe Barreto, director do CCCM, sobre “A condição de Macau, passado e presente”, sintetizando o trajecto do território e o seu papel de intermediação desde o século XVI até ao fim do período de transição, proporcionando o enquadramento histórico conveniente para uma melhor compreensão das demais matérias tratadas. Os outros oradores foram o Dr. Rodolfo Faustino, coordenador do Centro de Promoção e Informação do Turismo de Macau, em Lisboa, que apresentou o tema “Turismo de Macau – as novas infra-estruturas”, evidenciando a dimensão do mercado turístico que Macau representa e caracterizando o seu impressionate desenvolvimento, tendo terminado a sua intervenção com a exibição de um atraente e dinâmico vídeo promocional de Macau, e a Prof.a Fernanda Ilhéu, docente do Instituto Superior de Economia e Gestão, coordenadora do China Logus-Business Knowledge & Relantionship with China e ex-secretária-geral da Câmara de Comércio Luso-Chinesa, cuja exposição teve por título “Relações Portugal-China. Hou Hou Panguiao. E os negócios?”, recordando as oportunidades anteriormente oferecidas a investidores portugueses e por eles mal aproveitadas e assegurando ser Macau o local certo para, a partir da “network” que existe, as empresas portuguesas entrarem em Hong Kong, em Cantão ou em outras províncias e cidades da China. Foi do maior interesse ouvir as lições da sua experiência pessoal, no que respeita às relações comerciais com o amplo mercado chinês, recomendando aos empresários muita paciência e persistência, bem como muito trabalho e a escolha do percurso correcto para aproveitar as oportunidades e viabilizar a sustentabilidade dos seus investimentos e potenciar o seu retorno.

Coube ao Dr. Jorge A.H. Rangel, na qualidade de moderador do seminário e presidente do IIM, fazer a intervenção final, sobre “A primeira década da RAEM – um balanço”. Foram identificados os sucessos da RAEM e também as dificuldades experimentadas no decurso da sua primeira década de vida, bem como as expectativas e as preocupações da população de Macau em relação ao futuro. Foram também explicadas as grandes metas traçadas nas linhas de acção governativa da RAEM e a sua execução, tendo sido também lembrado o papel das instituições da comunidade macaense na promoção do desenvolvimento da RAEM e da ligação a Portugal.

Last Updated ( Wednesday, 24 June 2009 )
 
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