Wednesday, 08 September 2010
 

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NEWS FROM MACAU

PHOTOGRAPHIC DISPLAY OF MACAU OPENS IN TORONTO

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A photo exhibition named “MACAU IS A SHOWCASE” is open, since Monday, 29, at the Clubhouse of the Macau Club in Toronto.Co-organized by this Club and the International Institute of Macau, the event displays works made available by members of the Macau Photographic Society.

 

The display intends to make show “a city with compact modes of ethnic and cultural happenings of all sorts, origins and proveniences, some stemming from traditions of local residents, others where the fashion, languages and expressions of multiple other traditions and pulsating modernity unfold themselves out”.It is also a land of festivals, of “big ethnic and religious references in the Chinese or Western traditions”

 

The exhibition was inaugurated by Joe Chen, President of the Macau Club, and by Jorge Rangel, President of IIM.Rangel who was in town to address a seminar at the University of Waterloo, took the opportunity to get together with the numerous guests present.

 

The works on display will be shown again next September at the Portuguese Consulate in Toronto, proceeding to Vancouver and then to California.A similar exhibition will also be held in Brazil where shows are scheduled in Rio de Janeiro, several cities of Sao Paulo and the Brazilian Northeast.

 

A RAEM – uma história de sucesso

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“A história será testemunha do continuado desenvolvimento da RAEM. Apesar dos desafios que se anunciam, persistiremos nos nossos valores essenciais: fazer respeitar o primado da lei, promover a coesão social e assegurar aos residentes uma vida harmoniosa e estável.”

Da mensagem do Chefe do Executivo, na exposição “A RAEM – uma história de sucesso”

 

A primeira etapa do conjunto de iniciativas do Instituto Internacional de Macau (IIM) visando a comemoração do 10º aniversário da RAEM no exterior foi cumprida com reconhecido êxito, nos dias 26 a 28 de Maio, com a inauguração da exposição “A RAEM – uma história de sucesso”, que estará patente no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa, até 16 de Junho, e a realização do seminário “Macau, plataforma económica e cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, com a participação de numeroso público, entre professores, estudantes, dirigentes e técnicos de organismos culturais e associativos e personalidades ligadas a Macau, entre as quais os ex-Governadores Garcia Leandro e Vasco Rocha Vieira.

 

Foram oradores do seminário o Prof. Luís Filipe Barreto, director do CCCM e professor de História (“A condição de Macau, passado e presente”), o Prof. Ming Chan, da Universidade de Stanford e autor de vasta bibliografia sobre a China e as suas regiões administrativas especiais (“A decade after the long farewell: trans-Pacific perspectives on Macau’s transition to and transformation under Chinese rule”), o Prof. Sonny Lo, da Universidade de Waterloo, Canadá, e autor do livro “Political Change in Macao” (Routledge, 2008) e de outras obras recentes sobre Hong Kong, Macau e Taiwan (“Macau’s integration into South China – implications for Portugal”), o Dr. Rodolfo Faustino, coordenador do Centro de Promoção e Informação do Turismo de Macau, em Lisboa (“Turismo de Macau – as novas infra-estruturas”), a Prof.a Fernanda Ilhéu, docente do Instituto Superior de Economia e Gestão, coordenadora do China Logus – Business Knowledge & Relationship with China e ex-secretária-geral da Câmara de Comércio Luso-Chinesa (“Relações Portugal-China. Ho Ho Panguiao. E os negócios?”), e o autor deste artigo, na qualidade de presidente do Instituto Internacional de Macau e moderador deste seminário (“A primeira década da RAEM – um balanço”).

A exposição

Constituída por 60 grandes painéis graficamente

bem elaborados e ilustrados com fotografias e desenhos e integrando pequenos textos alusivos, na sua maioria da autoria de Paulo Coutinho e Luís Sá Cunha, cobrindo uma variada gama de assuntos relacionados com o funcionamento da RAEM nesta sua primeira década de vida, a exposição ocupou os 2ºe 4º pisos do CCCM, devendo ser, em Julho, apresentada no norte de Portugal, no Fórum da Maia, no âmbito do protocolo de cooperação firmado entre o IIM e a Câmara Municipal de Maia, seguindo depois, em Agosto, para o Rio de Janeiro e, em Outubro, para São Paulo. Uma versão em língua inglesa será levada, em Outubro e Novembro, para os Estados Unidos da América e Canadá, podendo a exposição prosseguir a sua itinerância em 2010.

Aproveitou-se a oportunidade para o IIM fazer a apresentação duma pagela de selos de Macau comemorativa do seu 10º aniversário, com design, tal como o da exposição, do reputado artista macaense Victor Marreiros, em que o IIM é caracterizado como “organização não governamental, de matriz portuguesa, ao serviço da diferença e da identidade de Macau, do apoio à investigação, criatividade, inovação e modernização da RAEM, da relação activa com os países lusófonos, da ligação e intercâmbio com grandes instituições e organismos internacionais, da vitalidade da diáspora e da cultura macaenses e da projecção da imagem de Macau no mundo”.

A exposição abre com um pórtico com motivos tradicionais de Macau e com uma nota explicativa sobre o estabelecimento da RAEM, de acordo com o princípio “um país, dois sistemas”, seguindo-se referências sintéticas à sua estrutura política; às grandes transformações verificadas sobretudo de 2004 a 2007; ao extraordinário crescimento verificado no turismo, na hotelaria e na exploração dos jogos de fortuna ou azar; às novas receitas arrecadadas; à estratégia de consolidação de Macau como plataforma de serviços e intercâmbio com o exterior, com especial destaque para iniciativas como o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, a Feira Internacional de Macau e o CEPA (Acordo para o Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais com o Interior da China); ao crescimento do PIB e ao elevado rendimento “per capita”; ao aumento da população activa; à classificação do Centro Histórico de Macau como património mundial, por ser “o produto único de mais de 400 anos de intercâmbio cultural entre o mundo ocidental e a civilização chinesa”, constituindo “o conjunto arquitectónico de raiz europeia mais antigo, mais completo e mais bem consolidado que ainda se mantém em solo chinês”; aos demais monumentos, conjuntos, sítios e edifícios, de arquitectura civil, militar e religiosa, que integram o património classificado, fazendo com que Macau seja“um museu ao ar livre”; à expansão de estruturas para acolhimento de grandes eventos, como convenções, congressos, exposições e espectáculos; aos eventos de dimensão internacional realizados; ao ritmo da construção que foi o maior a nível mundial; ao mundo laboral e ao afluxo de trabalhadores não-residentes; ao lugar cimeiro ocupado por Macau no “ranking” dos índices da esperança média de vida; ao alargamento da escolaridade gratuita para os 15 anos, representandoa comunidade estudantil cerca de 1/3 da população activa; ao calendário desportivo internacional de Macau e às modernas infra-estruturas desportivas criadas; ao despontar das indústrias criativas e à actividade cultural.

A menção dos sucessos da RAEM não impediu que, na exposição, se identificassem também algumas das consequências da “crise de crescimento” e os negativos impactos sociais e urbanos resultantes do “afluxo brusco de massas turísticas, de residentes e de mão-de-obra, do ritmo alucinante da construção civil, do disparo do PIB e dos salários, da multiplicação dos veículos, do aumento acelerado do custo de vida e da habitação”, causando manifestações de natureza cívica e reacções na comunicação social, no órgão legislativo e na rua, sendo salientado que “na intervenção reivindicativa, na defesa do património histórico e de causas cívicas, na participação em consultas e debates públicos, a comunidade residente revelou-se uma força social emergente, participativa e consciente do princípio ‘Macau governada pelas suas gentes’, sendo reforçado o 2º sistema”.

 

Mensagem do Chefe do Executivo

A exposição, que foi apoiada pela Fundação Macau e por vários Serviços Públicos da RAEM, encerra com uma breve mensagem do Chefe do Executivo, do seguinte teor:

“Apesar das dificuldades, conseguimos durante dez anos, com empenho e persistência, consolidar gradualmente a nossa singular e renovada identidade, ao mesmo tempo que acumulámos experiência e explorámos novas oportunidades, criando assim um novo modelo de desenvolvimento para Macau.

Em retrospectiva, é pacífico que foi continuamente implementada a orientação ‘Macau governada pelas suas gentes’, ao abrigo do princípio ‘um país, dois sistemas’.

A história será testemunha do continuado desenvolvimento da RAEM. Apesar dos desafios que se anunciam, persistiremos nos nossos valores essenciais: fazer respeitar o primado da lei, promover a coesão social e assegurar aos residentes uma vida harmoniosa e estável.

Estou certo de que Macau e todos os que aqui vivem saberão enfrentar o futuro sem falhar, contribuindo assim para incrementar o legado destes dez anos.”

No ano em que a população de Macau assistirá à passagem do testemunho no cargo cimeiro da Administração e participará nas eleições para uma nova legislatura da Assembleia Legislativa, podemos todos partilhar com o Chefe do Executivo as expectativas expressas. É que, com as insuficiências e os erros cometidos, que o poder político reconheceu publicamente, a RAEM é mesmo uma história de sucesso. Não deverão ser, todavia, ignorados os desafios e as dificuldades, que serão imensos, no dealbar da 2ª década, exigindo lucidez, determinação e sentido de missão aos governantes, não sendo menos importante a sua capacidade de envolver a população e as instituições da sociedade civil na construção do futuro da RAEM.

Será feita, oportunamente, neste espaço, uma apreciação do significado do seminário realizado em Lisboa, nos dias 27 e 28 de Maio, e de outras actividades em curso relacionadas com Macau, na capital portuguesa. Está, entretanto, em fase final de preparação, no IIM, uma outra exposição, basicamente fotográfica e intitulada “Macau é um espectáculo”, para apresentação em várias cidades do exterior em co-organização com as Casas de Macau.

Last Updated ( Wednesday, 01 July 2009 )
 
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