REVISTA ORIENTE OCIDENTE N. 38

DEZEMBRO DE 2021

 

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Revista ORIENTE OCIDENTE 38

 

Este número da “Oriente/Ocidente” foi preparado em circunstâncias anormais, em plena pandemia que foi causando enormes estragos em todo o mundo. Ela também restringiu severamente o funcionamento regular das instituições e o acesso às habituais fontes de financiamento.

Dada a necessidade compreensível de canalizar acrescidos recursos para reforço da defesa sanitária da população, os patrocínios e apoios às iniciativas da sociedade civil ficaram substancialmente reduzidos. Mesmo assim, graças à louvável persistência dos nossos colaboradores e aos esforços consequentes do coordenador da revista, José Lobo do Amaral, foi possível vencer muitas dificuldades que se nos depararam e concluir a edição no prazo previsto, ainda que com o conteúdo desta vez mais limitado, com a inserção de menos artigos e não incluindo a resenha das principais realizações do Instituto Internacional de Macau (IIM), cuja divulgação será feita por outra via.

Cinco relevantes e variadas contribuições dos nossos colaboradores foram escolhidas para este número: um trabalho do historiador António José Queiroz sobre “Os Deputados pelo Círculo de Macau na I República”, quando o território foi representado em Lisboa pelos deputados Álvaro Nunes Ribeiro, Francisco Velhinho Correia, Alfredo Pinto Lelo e Manuel Ferreira Rocha, este último eleito quatro vezes; “Um olhar sobre Macau antigo através de dois biombos chineses da colecção do Museu do Oriente em Lisboa”, investigação de Joana Moura levada a efeito no âmbito da unidade curricular História da Arte Portuguesa no Mundo, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, sob a orientação do Prof. Hugo Barreira; uma selecção de trechos antologiados respeitantes a 24 contextos histórico-culturais, efectuada pelo professor e investigador António Aresta sobre “A Grande Muralha da China e a construção de uma metáfora viva”, património da humanidade cuja “grandeza, imponência e magnitude foram objecto de fascínio e de peregrinação, sendo conhecida e mitificada em todo o mundo”; um esclarecedor relato sobre o ensino da língua portuguesa na Universidade de Estudos Internacionais de Zhejiang, apresentado pelos professores Shen Lu e José Medeiros da Silva, que nos facultam uma informação útil sobre os progressos alcançados por esta “universidade de línguas estrangeiras de renome nacional com características distintas e qualidade de ensino de classe mundial”, fundada em 1955 na linda cidade de Hangzhou; e um interessante estudo da escritora Maria Helena do Carmo, autora de diversos romances históricos bem conseguidos, cujos temas se relacionam com momentos e acontecimentos marcantes da fascinante História de Macau, sobre o polémico negócio da emigração chinesa através deste território, cujo fim foi decretado pelo Ministro Andrade Corvo e pelo Governador Visconde de S. Januário em 1873/74.

Ficou desta feita assegurada a continuidade deste projecto editorial do IIM, sempre bem acolhido em círculos académicos e culturais e junto dos organismos ligados a Macau, aqui sediados ou pertencentes à diáspora macaense. Ao longo de dois anos de drásticas restrições impostas pela pandemia, o IIM não deixou de cumprir o seu vasto programa de encontros académicos, intercâmbio cultural, estudos e edições, adaptando-o aos condicionalismos e contornando, com criatividade, os obstáculos, animado pelos propósitos que justificaram a sua criação há 22 anos, para serviço de Macau. É neste espírito e com esta segura convicção que vamos prosseguir.

Jorge A. H. Rangel
Presidente do Instituto Internacional de Macau


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