No dia 24 de Junho, Dia da Cidade, o Instituto Internacional de Macau promoveu uma sessão aberta ao público, destinada a comemorar o acontecimento histórico que marcou Macau neste dia, em 1622, da vitória sobre os holandeses que tentaram apoderar-se de Macau, no dia de São João Baptista, pelo que a edilidade lhe consagrou Padroeiro da Cidade.

A sessão pretendeu de forma simples homenageá-lo, relembrando à população uma promessa que tinha sido feita há quase 400 anos.

O IIM tem vindo a realizar desde 2018 diferentes manifestações, destinados as estudantes e à camada mais jovem para uma continuada promoção deste acontecimento que poderá ajudar a população a compreender melhor a importância desta data, e contribuir para melhorar o sentido de pertença e uma percepção mais nítida da importância da preservação desta memória, que recentemente tem sido comemorada através de um Arraial que foi classificada como um dos elementos do Património Cultural Intangível de Macau.

Houve uma breve apresentação por várias representantes presentes, do IIM, com a moderação do seu secretário-geral, Rufino Ramos, Miguel de Senna Fernandes, da Associação de Macaenses, Amélia António, da Casa de Portugal, Paula Carion da Associação dos Jovens de Macau, e Wallace Kwah, da Associação dos Embaixadores do Património de Macau, que colaboraram no projecto, além de uma intervenção online da investigadora Mariana Pereira, que apresentou e lançou uma página electrónica dedicada a este acontecimento (https://macaense24junho.wixsite.com/evento). O IIM apresentou e lançou ainda um vídeo sobre o acontecimento histórico, memórias das celebrações anteriores e perspectivas para o futuro sobre esta importante data, agora com acesso nas suas redes sociais, através do seu canal YouTube e Facebook (iim macau).

A sessão contou com o apoio da Fundação Macau.

 

Vídeo no YouTube

 

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No dia 30 de Abril foi lançado o álbum fotográfico “Retratos de Luso-Asiáticos do Myanmar”, da autoria de João Palla Martins. O livro inclui textos do Dr. João Laurentino Neves (Instituto Camões) e do Pe. Peter Sein Hlang Oo (Diocese de Mandalay), reunindo cerca de 70 imagens de rostos captados pelo autor junto das comunidades Luso-descendentes do Myanmar.


Publicado pelo Instituto Internacional de Macau (IIM) e patrocinado pelo Camões I.P., este é o segundo número da colecção de Retratos de Luso-Asiáticos, depois do álbum relativo a Macau publicado em 2020. Duas exposições sobre o tema foram igualmente realizadas em 2019: na galeria da Universidade de Aveiro, integrada no II Congresso Internacional “Diálogos Interculturais Portugal-China” e, em seguida, na galeria da Universidade de Macau. Desde 2017 que o arquitecto João Palla Martins percorre vários países, fotografando os rostos das comunidades Luso-Asiáticas com o objectivo de oferecer um olhar sobre estas fisionomias tão peculiares. As fotografias são acompanhadas de ensaios teóricos ou científicos por autores convidados a reflectirem sobre temas como identidade, miscigenação e memória.

A sessão, contou com as apresentações do autor, de João Laurentino Neves, vogal do Conselho Directivo do Camões I.P., de James Myint Swe, autor do livro “Os Artilheiros da Birmânia” e ainda do Pe. Peter Sein Hlaing Oo, que apoiou com textos nesta edição e ainda na tradução para birmanês.


O livro pode ser adquirido no IIM e na sua plataforma online IIM BOOKSHOP.

 

Vídeo do lançamento do livro no canal YouTube do IIM

 

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No dia 6 de Abril, foi lançada a edição chinesa do livro “Macaense Cuisine – Origins and Evolution”, de António Pacheco Jorge da Silva. O livro, publicado inicialmente pelo Instituto Internacional de Macau e feito e traduzido agora com o apoio da Fundação Macau, tinha sido impresso em língua inglesa em 2016, com uma segunda edição em 2019. Foi distinguido naquele mesmo ano, com o prémio Mundial “Gourmand World Cookbook”, durante o evento a Feira Internacional do Livro em Macau, no Venetian Macao.
 
O livro descreve as origens e a história da cozinha macaense, fundamentalmente o que foi deixado das receitas e das memórias das famílias macaenses, que marcaram lugar antes e após a Segunda Guerra Mundial, momento que marcou a emigração de macaenses pelo mundo fora, hoje considerada a diáspora macaense.
 
Com a intenção de fazer chegar à vasta comunidade de matriz chinesa em Macau, esta edição foi recentemente publicada pelo Macao Daily News (澳門日報), com a tradução efectuada pelo professor Ieong Chi Chau, ex-director de um colégio local, e pela Sra. Iong In Lei. O livro, totalmente ilustrado e com o conteúdo original das edições anteriores referidas, deixa um rico legado da história e das receitas da gastronomia macaense, agora considerada como Património Cultural Imaterial de Macau e num contexto actual onde Macau é também Cidade Criativa da UNESCO em Gastronomia. Lembra-se que, recentemente, foi feito o lançamento de uma base digital de dados das receitas macaenses elaborada pela Direcção dos Serviços de Turismo.
 
O lançamento teve lugar no Pavilhão Polidesportivo do Tap Seac, inserido no programa da Feira de Livros da Primavera do corrente ano. As apresentações foram efectuadas em cantonense pelo secretário-geral do IIM, Rufino Ramos, e pelo tradutor do livro, professor Ieong Chi Chau.
 
O livro, para além de estar disponível no IIM e na sua página electrónica (IIM Bookshop), estará à venda na referida feira, até ao dia 11 de Abril.
 
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Uma delegação de seis pessoas da Academia de Ciências Sociais da China (CASS) visitou recentemente o Instituto Internacional de Macau (IIM), no dia 14 de Abril, tendo sido recebida pelo secretário-geral, Rufino Ramos e colaboradores. A Academia que é o think tank do Governo é composto por investigadores e tem por função, entre outras, de conceber a política nacional em relação a diversas áreas, desde a economia à demografia e direito internacional. A delegação era liderada pelo seu Vice-presidente, prof. Cai Fang, e acompanhada pelo director do Instituto de Economia e Política Mundial, prof. Zhang Yuyan, tencionava com a visita obter informações mais actualizadas sobre as actividades académicas e culturais do IIM, particularmente no que respeita ao papel de Macau como plataforma de intercâmbio económico e comercial entre a China e os países de língua portuguesa.


O secretário-geral do IIM no briefing de boas-vindas descreveu a natureza, âmbito e actividades realizadas pelo IIM, contando vários projectos de colaboração com a CASS. Apresentou várias publicações e as iniciativas tomadas para informar o público, em Macau e no exterior, sobre Uma Faixa, Uma Rota e a área de Grande Baía e perspectivas de desenvolvimento. Salientou o IIM como uma instituição para a promoção do legado cultural de Macau e, com o continuado apoio do Governo da RAEM, espera poder desenvolver melhor o seu papel de ponte de ligação entre a China e os Países Lusófonos. Por fim, ressalvou que o IIM poderá prestar apoio logístico a investigadores do CASS que venham a Macau.


O prof. Cai Fang expressou gratidão pela hospitalidade tendo o prof. Zhang apresentado o trabalho desenvolvido pelo Instituto de Economia e Política Mundial da CASS. Ambas as partes mostraram-se satisfeitas com o nível de cooperação alcançado. Através desta visita, o CASS tem esperança de promover futuramente mais intercâmbios de cooperação e expandir o desenvolvimento académico com o IIM.


Por fim, foram trocadas lembranças entre as duas entidades, tendo efectuada ainda uma breve visita às instalações do IIM.

 

 

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Artigo: “A Cooperação de Defesa da CPLP e a presença militar Chinesa em África”
Autoria: Tenente-Coronel e Professor Doutor Luís Bernardino

 

Resumo


A cooperação na área da Defesa no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é atualmente umas das áreas mais dinâmica e melhor organizada no seio da Organização, assistindo-se, desde o seu início, a um crescimento consolidado assente no reforço de uma cooperação bilateral e que pretende contribuir para o reforço da operacionalidade das Forças Armadas dos Estados- membros e ampliar a cooperação no quadro multilateral nos contextos de inserção regional, constituindo-se, potencialmente, como um produtor de segurança e tendo como objetivo para o futuro reforçar a relevância e a presença na segurança em África. Neste contexto, uma cooperação bi-multilateral para o futuro na CPLP implica um reforço da cooperação estratégica com os principais países e organizações presentes em África...nomeadamente com a China. Importa assim neste contexto descobrir quais são as principais oportunidades e os desafios que essa cooperação pode implicar para a Comunidade em prol do futuro da segurança em África.

 

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